Agriturismo biológico certificado
O pilar italiano e, de longe, a fórmula mais interessante. Uma exploração agrícola a sério — vinha, olival, cereais antigos, gado, açafrão, horta — que aloja alguns quartos ou apartamentos nos seus edifícios existentes. Bom sinal: certificação biológica ICEA ou CCPB exibida com o número de operador, uma verdadeira transformação (azeite, vinho, compotas, queijo) e um anfitrião capaz de dizer que variedade de oliveira plantou. Mau sinal: piscina infinita, catorze quartos e alfazema decorativa em vez de agricultura.
Trullo
Os cones de pedra seca do Valle d’Itria — Alberobello, Locorotondo, Cisternino, Martina Franca — património UNESCO. Um trullo bem restaurado é arquitetura passiva pura: paredes de um metro, inércia enorme, fresco em agosto sem ar condicionado. Cuidado com os restauros em betão, que impedem as paredes de respirar. Costuma alugar-se inteiro para duas a quatro pessoas.
Masseria
A quinta fortificada da Apúlia, da Basilicata e da Sicília: pátio interior, capela, paredes brancas, oliveiras seculares. As melhores continuam a cultivar e a produzir o seu azeite; as outras tornaram-se resorts de 400 € por noite com spa e relvado regado. Só publicamos as primeiras, e apenas se a gestão da água se aguentar.
Ecolodge
Sobretudo Toscana e Úmbria: construções novas ou casali reconvertidos, isolamento em cânhamo ou cortiça, fotovoltaico, fitodepuração, quase sempre dentro de uma herdade agrícola ou florestal. É o que mais se aproxima do ecolodge nórdico, mas com uma relação com a terra e com a mesa tipicamente italiana.
Aldeia restaurada e albergo diffuso
Uma invenção italiana: uma aldeia despovoada cujas casas são restauradas uma a uma e alugadas como quartos, com a receção na antiga mercearia. Zero solo novo ocupado, reutilização total do edificado e dinheiro que fica no município. Muito presente na Úmbria, nos Abruzos, na Sicília interior e nos Apeninos.
Glamping e tendas lodge
Em forte crescimento, sobretudo na Toscana, na Apúlia e na costa tirrena. Tendas safari sobre estrado de madeira, lodges de lona, estruturas desmontáveis. O formato é virtuoso quando é sazonal e leve; muito menos quando traz piscina, ar condicionado e movimentações de terra permanentes.
Refúgio de montanha e malga
Trentino-Alto Ádige, Dolomitas, Vale de Aosta: rifugi de altitude e malghe (pastagens leiteiras alpinas) que abrem alguns quartos. Conforto simples, meia pensão obrigatória, camaratas frequentes. É o alojamento mais sóbrio do país: água contada, energia limitada, abastecimento por teleférico ou mula.
Casale e quarto rural
A grande casa de pedra da família, restaurada pelos donos, dois a cinco quartos, mesa comum ao jantar. É a entrada na Itália rural e muitas vezes a melhor relação qualidade-preço — sobretudo na Úmbria e nas Marcas, onde os preços ficam bem abaixo da Toscana.