Domo geodésico
A assinatura portuguesa. O Alentejo conta dezenas, virados a sudeste, com um grande vão envidraçado ou uma claraboia para adormecer a olhar as estrelas. Junto ao Alqueva, alguns são verdadeiros observatórios privados. Confirme a ventilação: um domo mal ventilado é inabitável em julho.
Cabana nas árvores
Menos numerosas do que em França, mas espetaculares: pinheiros-mansos do litoral, sobreiros do Alentejo, castanheiros do Norte. As melhores são suspensas por cabos, sem pregos nem parafusos a atravessar o tronco.
Glamping e tendas lodge
O segmento que mais cresceu. Tendas safari sobre deck de madeira, cabines de lona pesada, parques «eco» nos pinhais do Sudoeste Alentejano. A qualidade é muito desigual: a palavra glamping não garante nada — o que conta são os equipamentos (água, saneamento, energia).
Tiny house
Em forte crescimento, sobretudo à volta de Lisboa, no Centro e no Alentejo. Formato ideal para um casal, quase sempre numa quinta, com painéis solares, sanita seca e recolha de água da chuva.
Bolha transparente
Rara em Portugal e concentrada onde o céu é mesmo escuro: Alentejo interior e reserva Dark Sky Alqueva. É uma experiência de meia-estação: sob o sol de julho, uma bolha sem climatização é uma estufa.
Quinta e herdade em permacultura
A grande especificidade portuguesa. O país está cheio de ecoprojetos: quintas devolvidas à cultura, herdades regenerativas, iniciativas coletivas. Dorme-se em quarto, cabana ou yurta, muitas vezes com refeições vegetarianas da horta e possibilidade de participar nos trabalhos.
Eco-lodge de surf
De Peniche a Sagres, passando por Ericeira e Aljezur, os surf lodges ficaram verdes: construção em madeira, água quente solar, pranchas reparadas em vez de substituídas, transporte partilhado para os picos. A Costa Vicentina continua a ser o troço mais selvagem e melhor protegido.
Yurta e cabana de cortiça
Yurtas nos ecoprojetos do Centro e do Alentejo, e cabanas isoladas com cortiça — material local e renovável, extraído de nove em nove anos sem abater o sobreiro. O insólito português mais coerente com o seu território.