Índice
01 — Candidatura e cruzamento
O anfitrião descreve o seu lugar: equipamento, fonte de energia, gestão da água, alimentação, materiais, acesso em transportes públicos, certificações que detém.
Não nos ficamos por aí. Cruzamos o que declara com o que é publicamente consultável: o site do alojamento, os registos dos organismos de certificação, as avaliações e os comentários dos viajantes que lá dormiram. O que não bate certo não dá pontos.
Estas declarações serão publicadas na ficha. Fá-las, portanto, diante dos seus futuros viajantes, que vão dormir lá e ver se disse a verdade.
02 — Controlo dos selos
Se declara um selo, confirmamo-lo junto do organismo que o atribui. Um selo caducado, inexistente ou não auditado por um terceiro independente não dá qualquer ponto.
É a única confirmação que podemos fazer a sério — e fazemo-la.
03 — Cálculo do eco-score
Sete dimensões, cem pontos, grelha pública: energia 20, água 15, resíduos 15, alimentação 15, mobilidade 15, construção 10, certificações 10.
O cálculo é mecânico. Não ajustamos nada à mão, e ninguém pode negociar a sua nota.
04 — Publicação e atualização
A nota é recalculada a cada alteração da ficha. Um anfitrião que perde a certificação vê a nota descer sozinha, sem que ninguém tenha de intervir.
O detalhe está à vista: o viajante vê de onde vem cada ponto, e porque faltam os outros.
05 — O que o método não faz
Não atribuímos nenhum selo e não certificamos ninguém. Não mandamos ninguém dormir no local. Não lemos as faturas da eletricidade.
As auditorias são obra dos selos externos — Rótulo Ecológico Europeu, Green Key, BIO HOTELS — não nossa. Pretender o contrário seria exatamente o greenwashing que censuramos aos outros.
Um viajante que constata uma diferença entre a ficha e a realidade escreve-nos, e nós corrigimos. É a única verificação no terreno que existe aqui, e é feita por si.
A grelha, por inteiro
Sete dimensões, cem pontos, cada critério e os seus pontos. Pode refazer o cálculo você mesmo.