A yurta é o alojamento insólito mais acessível e, paradoxalmente, um dos mais conseguidos do ponto de vista ecológico. Estrutura desmontável em salgueiro ou lariço, cobertura em feltro de lã, sem fundação de betão: assenta numa plataforma e retira-se sem deixar rasto. O fogão central aquece todo o volume em vinte minutos, e a forma redonda produz uma acústica suave, quase abafada.
A França é o país mais denso da Europa em alojamentos insólitos: milhares de endereços, dos Vosges ao Périgord. A dificuldade não é encontrar um, mas distinguir os verdadeiramente comprometidos dos que se limitam a um vocabulário verde.
A nossa seleção
Ordenados por eco-scoreO que verificar antes de reservar
Três pontos que os diretórios não lhe dirão, e que separam uma boa noite de uma má.
Repare na cobertura: o feltro de lã natural isola e respira; a lona de PVC transforma a yurta em sauna no verão e em frigorífico no inverno.
Abaixo de 5 °C o fogão tem de ser recarregado durante a noite. Não é um defeito: é o manual de instruções.
A yurta oferece pouca privacidade: é um volume único sem divisórias. A dois é perfeita; a cinco, todos se ouvem.
Preço médio
Perguntas frequentes
Faz frio numa yurta?
Não, se estiver bem isolada e tiver fogão. O feltro de lã isola notavelmente e o volume circular aquece depressa. A temperatura cai rápido depois de o fogão apagar: no inverno é preciso recarregá-lo pelas três ou quatro da manhã.
Pode dormir-se todo o ano?
Em França e na Bélgica a maioria fecha de novembro a março, não por impossibilidade técnica mas porque a procura cai. As que abrem no inverno, muitas vezes na montanha, oferecem uma experiência magnífica a preço muito baixo.
Que região oferece mais escolha?
O Périgord e a Dordonha concentram a maior densidade, seguidos da Ardèche, Bretanha e Vosges. Mas os Hauts-de-France e a Gasconha, menos turísticos, oferecem melhores tarifas e sossego a sério.
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